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| Publicado, no Jornal do Commercio/AM, no último dia 25/09/12 |
AGRONEGÓCIOS
Avicultores
querem 35 mil t de milho para o Amazonas
Na última
sexta-feira, no auditório da Agência de Fomento (AFEAM), a
Associação Amazonense de Avicultura, em parceria com a SEFROR e
SFA/AM, promoveu importante debate sobre o abastecimento de milho
para o estado do Amazonas. O ministério da Agricultura foi
representado pelo técnico Silvio Farnese (Coordenador-geral de
Oleaginosas e fibras - CGOF/DEAGRO), que demonstrou conhecimento,
sensibilidade e muita atenção ao pleito dos avicultores,
piscicultores e suinocultores. Ações desse tipo devem ser
intensificadas por outros setores da agropecuária, pois estreita o
relacionamento com os órgãos de comando, além de ser uma
oportunidade ímpar para expor a realidade amazônica. Resumidamente,
foram estes os pedidos dos criadores rurais do Amazonas.
Reivindicação
dos Criadores Rurais do Amazonas
a) Até o
final deste ano, que sejam disponibilizadas, via leilões,
aproximadamente 35 mil toneladas de milho para
atender avicultores, suinocultores e piscicultores;
b)
Continuar a avaliação de um PRÊMIO/BÔNUS diferenciado
para o AMAZONAS em razão da complexidade logística que
envolvem a região. No recente AVISO 341 e 342, o Nordeste teve R$
0,20 kg como preço de abertura, e o Amazonas recebeu R$ 0,11 kg. Já
houve um avanço, mas entendo que devemos ter um valor ainda mais
dierenciado. Nesse aspecto, a FAEA vai articular a elaboração de
documento fundamentando as razões de um bônus ainda mais
diferenciado;
c)
Imediata inclusão da atividade de PISCICULTURA no Programa
de Vendas em Balcão e nos Leilões Públicos para atender
os pequenos, médios e grandes criadores, bem como as indústrias de
ração para PEIXE;
d) Elevar
para até 27 toneladas o atendimento no Programa de Vendas em
Balcão. Atualmente, o limite é de até 14 toneladas/mês;
e)
Utilizando rede privada de armazenagem, credenciada no MAPA, criar
polos de venda de milho do Programa de Vendas em Balcão nos
municípios de Itacoatiara, Rio Preto da Eva e Manacapuru.
Nesse caso, temos de contar com o interesse e a adequação de
estrutura por parte da iniciativa privada para o recebimento,
tratamento e venda do milho em grãos do estoque público. É
evidente que o serviço será remunerado pelo Governo Federal com
base em tabela de preço já existente. Entendo que é um caminho
interessante a ser seguido, com benefícios ao criador rural, mas que
deve ser bem avaliado por ambas as partes;
Tratamento
diferenciado ao AM é justo
Ao final
do evento, como cidadão amazonense, e percebendo a sensibilidade e a
atenção do colega Silvio Farnese, disse que o Amazonas participa
com apenas 0,03% da produção nacional de grãos; que por questões
ambientais jamais alcançaremos produzir para atender a demanda
interna; temos uma das cestas básicas mais caras do país; que a
região Norte concentra um grande número de famílias em extrema
pobreza; que preservamos para o mundo 98% das nossas florestas,
PORTANTO, que nas decisões de Brasília estas verdades sejam
consideradas e que nossas demandas sejam atendidas. Contudo, essa
dependência de produtos básicos de outros estados é muito
preocupante, pois compromete a soberania e a segurança alimentar
do amazonense. Em tempos de paz, fica fácil resolver, mas em crises
e guerras, a história é outra e o danos econômicos muitas vezes
podem ser irreparáveis. Lembro bem que, em 2001/2002 (parece que foi
por aí), o estoque público chegou a níveis baixíssimos e,
sabem o que aconteceu? Nenhum estado produtor queria
liberar milho para outro local, o que é normal, cada um
defende seu lado. Vamos torcer para que o fato não se repita, caso
contrário, e se ainda não tivermos uma produção interna
suficiente, será o fim!!
Objetivo
do Programa de Vendas em Balcão
Com
o esse programa, o governo permitiu, de forma efetiva, que os
compradores de pequeno porte tivessem acesso aos estoques oficiais,
com igualdade de condições obtidas pelos médios e grandes
clientes, tradicionalmente usuários de compras por meio de pregões
públicos. Tal permissiva, em síntese, traduz o reconhecimento de
que as condições financeiras e estruturais dos pequenos compradores
impõem-lhes permanentes limitações quanto a um suprimento regular
de insumos, necessários à manutenção de seus negócios. A falta
de capital de giro, incluindo o acesso ao crédito, não permite que
os pequenos criadores rurais tenham condições de manter estoques de
insumos, tornando-os vítimas das flutuações e oportunismo do
mercado. Com a sistematização de ofertas regulares de insumos às
propriedades rurais de pequeno porte, assegura-se um contínuo
processo de alavancagem de um dos mais representativos segmentos da
economia nacional. Propicia-se, assim, a geração de renda e
empregos, sobretudo nas áreas rurais mais necessitadas, inibindo, em
conseqüência, o êxodo populacional para os grandes centros
urbanos. PARABÉNS a
TODOS que participaram do evento da AFEAM!!
Thomaz Antonio Perez da Silva
Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na
gestão da informação ao agronegócio
e-mail para:
thomaz.meirelles@hotmail.com

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