Carolina
Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Dois meses depois de confirmar a permanência na presidência da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a recondução
publicada no Diário Oficial da União em agosto, o pesquisador Pedro
Antonio Arraes Pereira pediu exoneração do cargo, por motivos pessoais.
O pedido foi aceito ontem (30) pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro
Filho. Arraes deve se encontrar hoje (1º) com o ministro para oficializar o
pedido e dar mais detalhes sobre a decisão.
A diretora de Administração e Finanças, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni,
ocupará a presidência da Embrapa provisoriamente até o anúncio do substituto de
Arraes, que, segundo assessoria do ministério, será anunciado nos próximos
dias.
No comando da Embrapa desde julho de 2009, Arraes reestruturou a inteligência
estratégica da empresa com a criação de um núcleo de pesquisadores, batizado
Programa Agropensa. O agrônomo carioca também liderou a reformulação da gestão
da carteira de projetos, numa lógica de portfólios por temas como o de pesquisa
do setor sucroalcooleiro energético e a conclusão das atividades do Programa de
Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa), com a criação de cinco
novos centros de pesquisa (Embrapa Agrossilvipastoril, Embrapa Pesca e
Aquicultura, Embrapa Cocais, Embrapa Agroenergia e Embrapa Estudos e
Capacitação).
Com a publicação do novo estatuto da empresa, Arraes conduziu a atuação da
Embrapa no exterior, com intuito de dar mais agilidade aos trabalhos fora do
território nacional, principalmente na área científica. A medida gerou críticas
por parte de alguns pesquisadores que temem o esvaziamento da produção nacional
da empresa e alertam para a necessidade de renovação do quadro de funcionários e
de investimentos em métodos e tecnologias adequadas para atender o mercado
mundial mais competitivo.
Edição: Carolina Pimentel
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