quinta-feira, 27 de julho de 2017

Câmara Setorial de Fibras Naturais conquista reajuste histórico do preço mínimo para juta e malva

Bastante expressivo o reajuste do preço mínimo das fibras de juta e malva (PGPM) aprovado pelo Governo Federal, o maior da recente pauta anunciada. O governo estadual, a "Compensa", deveria fazer a mesma coisa aumentando o valor do subsídio ao JUTICULTOR, hoje em inaceitáveis R$ 0,40 kg e com atraso de 3 anos. A presença do Muni na presidência da CSFN foi fundamental nessa conquista, mas sem a participação do Ivo Naves (agora ex-Conab), OCB, SINDFIBRAS e da amiga Karine (que tem trabalhos acadêmicos relevantes na cadeia produtiva de juta e malva) esse avanço poderia demandar mais tempo. O que entristece, mas jamais iremos desistir, é que essas conquistas não entram em pauta na "Compensa". Cadê o Plano Safra? Cadê a "NOVA MATRIZ"? Vamos parar de inventar "novos planos" e fazer o "feijão com arroz". 

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fibras Naturais (CSFN) do Ministério da agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), conquistou um importante pleito para o setor nesta semana.
Trata-se do reajuste do preço mínimo de várias culturas, entre elas, a juta e a malva, fibras naturais que são cultivadas em grande quantidade nas calhas dos rios amazônicos. O preço do quilo da fibra embonecada (tipo 2) passou de R$ 2,04 para R$ 2,54, um aumento de 24,51%.
De acordo com o relatório técnico do Governo Federal, que balizou a decisão, os “preços mínimos” são referências para as operações governamentais que visam assegurar emprego e renda aos produtores rurais.
“Eles (preços mínimos) também são utilizados pela iniciativa privada na composição dos valores que os compradores irão pagar naquela safra, o que reforça sua elevada importância macroeconômica para garantia e melhoria do emprego e da renda dos produtores da fibra, que são os ribeirinhos e ribeirinhas – homens e mulheres, crianças adultos e idosos - que sobrevivem desta cultura amazônica”, diz o texto.
Os “preços mínimos” da juta malva não eram atualizados desde 2013 e foram corrigidos abaixo da inflação e de seus “custos variáveis”. Em termos reais, significa dizer que os produtores estavam comercializando o quilo da fibra pelo preço de uma década atrás.
Reivindicações
Considerando este cenário e atendendo as reivindicações dos envolvidos na cadeia produtiva, a Câmara Setorial de Fibras Naturais do MAPA atuou por meio de reuniões presenciais e expedição de correspondência à Conab, ao MAPA e ao Ministério da Fazenda/Secretaria de Política Econômica.
A decisão governamental de reajustar os “preços mínimos” da juta malva vem ao encontro dos anseios dos agentes econômicos e enquadram-se nas diretrizes do Governo Federal de apoiar os agricultores familiares desta cultura.
Para o presidente CSFN, Muni Lourenço, que também preside a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), a conquista é significativa para a melhora da qualidade de vida e condição de trabalho dos produtores que há anos se dedicam a esta cultura tradicional do Estado.
"Esse reajuste foi o maior da Pauta de Preços Mínimos e foi resultado de um trabalho inédito da Câmara Setorial de fibras do MAPA junto ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Monetário Nacional. A importância é enorme porque sabemos que o preço mínimo serve de balizamento das negociações de comercialização das fibras naturais entre produtores e indústrias. Em suma, esse reajuste representa perspectiva de melhoria na renda do produtor de fibras", avaliou Lourenço.

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