quinta-feira, 27 de julho de 2017

"Se o ACRE merece CENTRAL de CRÉDITO, o AMAZONAS TAMBÉM. NÃO à submissão a RONDÔNIA"

Representantes do Sindicato dos Bancários do Amazonas e da Associação de Funcionários do Banco da Amazônia estiveram, na manhã desta quarta-feira (26), no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), em Tribuna Popular, reivindicando a implantação de uma Central de Análise de Crédito do banco no Amazonas, hoje subordinado ao Estado de Rondônia (RO).
Durante a Tribuna Popular, de autoria do presidente da Casa, Wilker Barreto (PHS) e do vereador Sassá da Construção Civil (PT), que contou com servidores do banco, o presidente do Sindicato dos Bancários, Nindberg Barbosa dos Santos, denunciou que a diretoria do Banco da Amazônia, agindo contra uma deliberação do Conselho de Administração do banco, não quer criar a Central de Crédito no Estado e pediu apoio dos parlamentares para fazerem “eco” a essa reivindicação para que chegue aos representantes do Amazonas na Câmara Federal (deputados federais e vereadores).
“Como essa Central não está sendo implementada no Amazonas, mas em Rondônia, todas as operações de crédito do Fundo Constitucional do Norte (FNO), ficam submissas ao Estado vizinho, para que se dei sequência a esse crédito no Estado”, afirmou ele, que recebeu apoio dos vereadores e a garantia de que o Poder Legislativo encaminhará um documento aos representantes do Amazonas na Câmara Federal a respeito do problema e em defesa do Amazonas.
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Segundo Nindberg, os projetos que serão analisados e todos os investimentos do FNO que o Banco da Amazônia tem para o Estado, algo em torno de R$ 2 bilhões, vão ser levados para Rondônia para ser apreciado e depois retornar para o Amazonas e ser efetivamente utilizado pelos produtores. “Sem contar com a questão dos empregos, pois existe uma comissão para o analista, formado de pessoas com mais de 17 anos exercendo a atividade e tem a competência para tal e o Banco do Amazônia já tirou essas comissões”, disse.
O presidente do Sindicato dos Bancários destacou que não se trata de desmerecimento aos demais Estados da região, mas questão de Justiça. “No Acre, que tem menos de 50% do que o Amazonas, a Central de Crédito já foi implementada”, ressaltou.
Representando os servidores da instituição, Andrea dos Santos fez questão de mostrar que em operações de créditos contratadas (de 2012 a 2016) em nada o Amazonas perde para Rondônia, Acre e Roraima nas quatro atividades não rurais (comércio, indústria e outras mais) e rurais (agropecuária e florestal).
Como garantiu a servidora, o Amazonas está com R$ 2,4 bilhões em crédito, enquanto o Acre possui apenas R$ 683 milhões. “Explique, Superintendência Regional, por que o Acre, com R% 600 milhões de crédito possui a sua Central de Crédito e o Amazonas com R$ 2 bilhões não tem?”, questionou.
Andrea explicou um parecer do Conselho de Administração do Banco, de agosto de 2016, garantindo uma reestruturação de Superintendências Regionais para Centrais de Análise de Crédito visando acelerar o processo de deliberação e de contratação de créditos do FNO. Esse parecer, como assegurou, garantiu ao Amazonas sua Central. “Mas em abril deste ano, a presidência tomou a decisão de tirar o Amazonas e o Maranhão desse quadro, com a justificativa de reduzir custos. Como reduzir custos em um Estado, onde só a capital possui cerca de dois milhões de habitantes. Como colocar o Amazonas, com todo o seu potencial submisso a RO. Não é bairrismo não. Estamos questionando o porquê dessa discriminação?”, questionou ao afirmar que os funcionários estavam defendendo também o Banco, o Estado e o setor agropecuário do Amazonas.
Documento
 Após ouvirem as lideranças sindicais, os vereadores garantiram apoio à causa dos servidores do Banco da Amazônia. Como um dos autores da Tribuna Popular, Sassá da Construção Civil garantiu a elaboração de um documento, que deve ser assinado por todos os 41 vereadores, a ser encaminhado aos deputados federais e senadores do Amazonas. “Os bancos não estão preocupados com os trabalhadores, só com bilhões e bilhões em lucro e os trabalhadores continuam sendo massacrados”, disse ele, ao afirmar que até o dia 10, esse documento estará pronto e será encaminhado aos parlamentares do Estado.
Presidente da Comissão Turismo, Indústria, Comércio, Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, o vereador Coronel Gilvandro Mota (PTC) lembrou que já agendou a realização de uma audiência pública na Casa para discutir o assunto e que vai trabalhar junto ao senador Omar Aziz (PSD) para tentar resolver o problema.
Plínio Valério (PSDB), Gedeão Amorim (PMDB), Raulzinho (DEM), Chico Preto (PMN) e Professor Samuel (PHS) se manifestaram e deram total apoio aos servidores do Banco da Amazônia, comprometendo-se a aderir à causa.


Texto: Nely Pedroso – DIRCOM/CMM
Foto: Tiago Corrêa - Dircom/CMM

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