Tenho recebido alguns comentários de Parintins e Maués de que o produtor não vem recebendo preço justo no momento de comercializar seu GUARANÁ em grão. Não tenho nada de concreto em mãos, mas já ouvi falar em R$ 5 e R$ 8 reais o quilo do grão. Entrando no site da CONAB e do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA observei o seguinte:
1) O Guaraná em grão foi retirado da pauta de preço mínimo do Governo Federal. A última vez que apareceu nessa lista foi na safra 2011/2012 com o preço de R$ 10,00 Kg. Se confirmada a exclusão da pauta, é preciso rever, principalmente diante dos últimos comentários;
2) No Plano Safra do MAPA 2017/2018, encontrei o GUARANÁ na lista de produtos agropecuários NÃO integrantes da PGPM, mas com possibilidades de FINANCIAMENTO ESPECIAL PARA ESTOCAGEM (FEE) com o preço de referência na ordem de R$ 17,50 kg. Na safra anterior, a tabela abaixo registra o preço de R$ 12,48 kg. Bem, posso afirmar que esse FEE não beneficia o produtor rural do Amazonas por algumas razões, entre elas as condições exigidas de estocagem. Nesse caso, o PAA/FE (Formação de Estoque) seria mais eficiente e poderia chegar ao produtor se a diretoria do grupo formal for séria, mas precisa de recurso financeiro ao Amazonas para esse fim;
3) Entendo que é importante o Sistema SEPROR que comanda a política agrícola no estado procurar saber das Unidades Locais a verdadeira renda que o produtor de guaraná vem tendo em sua atividade, quem compra e a que preço. É um produto com excelente valor no mercado, mas, se for verdade, não é justo que o produtor rural seja mal remunerado;
4) As informações que recebi, tanto de Parintins quanto de Maués, vieram de pessoas ligadas ao setor rural, bem próximas dos produtores. É preciso checar, pois temos caminhos para tentar resolver. Em 2012, o preço mínimo já era R$ 10,00 kg, portanto, é inaceitável que ele receba hoje entre R$ 5 e 8 reais o kg;
5) Quem sabe pensar em reincluir na PGPM com possibilidade de AGF e nos demais instrumentos de apoio à comercialização. Só um estudo vai ratificar ou não esse caminho. Tenho certeza que se o estado demandar a Conab com proposta fundamentada esse estudo pode evoluir;
6) Em nada vai adiantar a IG, Selo ou Certificação se esse ganho adicional não for parar, em parte, no bolso do produtor;
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Sou produtor de guaraná e também viverista,sinceramente nobre amigo, o Amazonas deixa e esta deixando a desejar sobre o preço do produto citado,a tabela que tá dando referência sobre valores está certa,ela se refere aos preços do produto lá na Bahia que já superou umas 100 vezes mais a produção do estado do Amazonas que um dia liderou o ranking de produção ,hj a Bahia vende seu produto entre10 e 13 reais o kilo,e tem empresa de grande porte comprando carretas e carretas do produto para o Amazonas ,a desculpas para comprar lá e que não temos produção para atender a demanda deles mas eles não fazem quase nada pelo setor a não ser uma poderosa empresa do seguimento que distribui algumas mudinhas no interior do estado,mas os incentivos voa baixo a favor da empresa,"vergonhoso"mas parece que tem um filho de Deus que veio lá do Rio Grande do Sul e esta a frente e junto com prefeito que está empunhando uma bandeira que representa o seguimento e que vão hastea lá lá por Rio Preto da Eva,espero que de certo e possamos voltar ao ranking.
ResponderExcluirLutar e preciso.