Tenho sempre dito que precisamos parar de reunir, reunir, reunir, de realizar eventos para levantar nossos desafios, oportunidades e potencialidades e, URGENTEMENTE, fazer chegar ao BOLSO do produtor rural a RENDA das politicas que já EXISTEM, que já ESTÃO À DISPOSIÇÃO, QUE TEM DINHEIRO, mas que não estamos alcançando na quantidade que queremos e necessitamos para ajudar a movimentar a economia do interior. Poderia falar de várias políticas e programas, mas vou focar no que tem a nossa cara e foi criado, em 2009, pelo presidente Lula. Estou falando da PGPMBio (Política de Garantia de Preços Mínimos da Sociobiodiversidade) que, conforme lista abaixo, já contempla vários produtos da nossa região, que tem a nossa cara. De forma sintética, essa política fixa um preço mínimo ao extrativista, e quando este vender seu produto abaixo do preço mínimo terá direito a receber a diferença. Esta semana, mostrei com depoimentos que vieram do interior que o extrativista da andiroba não está recebendo o preço mínimo fixado pelo Governo Federal, idem com o extrativismo da borracha, piaçava e, agora, o técnico do IDAM de Borba, Aguinaldo Rodrigues Filho, vem nos dizendo (abaixo) que o CACAU no município é vendido por R$ 4,50 kg, ou seja, também abaixo do preço mínimo. Ele me disse que só os que vendem para a empresa NAKAU, que recebem toda uma orientação de beneficiamento da própria empresa, tem preço bem superior, mas a maioria recebe apenas os R$ 4,50 kg. E agora, o que o setor público e privado (ONGs) podem fazer para ajudar a CONAB/AM para chegar a PGPMBio a todos os extrativistas (de reserva, e fora da reserva) a receber o PREÇO MÍNIMO do Governo Federal? Repito, essa política já existe há quase 10 anos, tem dinheiro, e a CONAB tem se esforçado para dar maior abrangência, mas entendo que também é responsabilidade do estado e das ONGs, principalmente as que defendem a floresta em pé, investir para que esse extrativista seja BEM REMUNERADO. Caso contrário, a floresta não vai ficar em pé. As postagem mostram que os EXTRATIVISTAS não estão sendo remunerados com o preço minimo. Isso não é justo e incomoda muito principalmente quando já existe uma política para corrigir esse problema de mercado. Por isso repito, o que adianta reunir, reunir, reunir, de realizar eventos para levantar desafios, oportunidades e potencialidades se o que JÁ EXISTE NÃO ESTAMOS FAZENDO CHEGAR AO VERDADEIRO BENEFICIÁRIO. O pescador do peixe ornamental e o manejador do pirarucu também são mal remunerados, mas infelizmente ainda não estão na lista da PGPMBio. O que o poder público e as ONGs tem ajudado para incluir essas atividades na PGPMBio? Chega de discurso, vamos agir!!! Divulgo, abaixo, novamente, a lista dos produtos amparados pela PGPMBio com todos os preços. Procurem a CONAB, o contato é 3182.2404, 2402 , 2406. O Serafim Taveira e sua equipe estarão a disposição para prestar as devidas orientações. Ia esquecendo, essa POLÍTICA, que é boa, e que precisamos dar maior abrangência em razão dos preços baixos de mercado aos extrativistas, tem um detalhe que precisa ser corrido. O preço mínimo do Governo Federal se limita ao custo de produção, isso não é justo, precisa adicionar a esse preço o serviço ambiental prestado pelo extrativistas. Nesse aspecto, pergunto: o que tem feito as ONGs ambientalistas em defesa desse pleito? Algo formal, sem discurso!! |
Nenhum comentário:
Postar um comentário