terça-feira, 5 de agosto de 2014

IPÊ participa de seminário da campanha “contra agrotóxicos e pela vida”




“Os agrotóxicos e aditivos químicos utilizados no processo de produção, industrialização e de armazenamento dos alimentos fazem com que a humanidade ao se alimentar esteja se contaminando com produtos cancerígenos, mutagênicos e tóxicos”, afirma Elisa Wandelli da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária do Amazonas (Embrapa). Pensando nisso, a Rede Maniva de Agroecologia (REMA) e o Sindicato dos Trabalhadores da Pesquisa Agropecuária promoveram, no último dia 14 em Manaus, o II Seminário ‘Contra os Agrotóxicos e Pela Vida’.
Após a revolução verde a forma como a humanidade tem produzido e consumido seus alimentos tem causado perda da agrobiodiversidade, contribuído para as mudanças climáticas e para a degradação do solo, do ar e dos recursos hídricos, além de provocar a destruição de povos e culturas locais e tradicionais e a deterioração da saúde humana.
O evento contou com a participação de agricultores beneficiados com o trabalho do IPÊ, que foi um dos parceiros para a realização do seminário. Ao lado do instituto na coordenação do evento, estiveram órgãos como Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas (APOAM), Rede Maniva de Agroecologia (REMA)  Instituto Nacional de colonização e Reforma Agrária (INCRA);  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Associação Brasileira de Agroecologia (ABA); Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável da Assembleia Legislativa do Amazonas (Caama); Núcleo de Agroecologia do Amazonas /UEA; Rede Maniva de Agroecologia (REMA); “Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida”, que envolvem diversas outras instituições, além destas.
Elisa Wandelli foi uma das coordenadoras do seminário que se estendeu durante todo o dia e teve como objetivo propiciar à sociedade o diálogo com os tomadores de decisões e legisladores sobre a implantação e a execução das políticas públicas relacionadas à promoção da agroecologia e da soberania alimentar em contraposição aos sistemas produtivos baseados no uso de agrotóxicos e reducionistas culturalmente e ecologicamente. Para ela, a programação ajudou na sensibilização sobre os malefícios dos agrotóxicos e divulgou conhecimento e experiências agroecológicas, além de discutir .a execução de políticas públicas de extensão rural, pesquisa, ensino e sensibilização, controle, monitoramento e fiscalização do uso e consumo de agrotóxicos no Amazonas.


Ela destacou ainda que já existem formas de consumir alimentos livres de agrotóxicos. “A ciência e agricultores familiares do mundo todo já apresentaram a agroecologia como um conjunto de conhecimentos e formas de usar a terra capaz de alimentar o mundo com alimentos saudáveis e ao mesmo tempo manejar adequadamente os recursos naturais, valorizar as culturas locais para melhorar a qualidade de vida da humanidade e fazer com que o planeta tenho um destino diferente da degradação completa”, disse ao ressaltar a importância da agroecologia.
Agricultor da Comunidade São Sebastião, no baixo Rio Negro, Antônio Vieira dos Santos, 48, participou do evento que reuniu agricultores especialistas da área. Para ele, a oportunidade serviu para reafirmar algumas questões. “Eu consegui aproveitar bastante porque já tenho contato com isso aqui na comunidade. O seminário serviu pra reforçar aquilo que já está sendo feito por nós com IPÊ e outros parceiros”. Antônio considera que mais experiências como essa são as melhores alternativas. “A gente aprende mesmo na prática, mas é bom ouvir também”, lembrou.

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