terça-feira, 5 de agosto de 2014

Roteiro Tucorin gera renda a comunidades do Baixo Rio Negro


Gerar renda por meio do turismo de base comunitária e promover experiências turísticas sustentáveis são apenas dois dos objetivos do Roteiro de Turismo Comunitário no Rio Negro (Tucorin), que tem beneficiado seis comunidades do Baixo Rio Negro localizadas dentro de Unidades de Conservação.  Entre elas estão as comunidades que recebem o trabalho do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas: São Sebastião, Bela Vista do Jaraqui e Nova Esperança que hoje podem oferecer desde a comida regional a passeios e hospedagens aos turistas que visitam a região.
O trabalho desenvolvido nas comunidades pelo IPÊ, por meio do projeto Eco-Polos Amazônia XXI, e da ONG Nymuendaju, que atua na São João do Tupé, Colônia Central e Julião, que também fazem parte do Roteiro Tucorin, já traz resultados perceptíveis quanto a qualidade na manipulação de alimentos, atendimento ao cliente e de apresentação dos produtos. Com a melhoria dos processos  e a integração das cadeias produtivas, houve reflexo também no desempenho econômico das comunidades. Entre o junho de 2012 e julho de 2013, a arrecadação dos grupos indicados pela Central de Turismos Comunitário da Amazônia foi de R$ 20,3 mil, segundo levantamento realizado pela pesquisadora Nailza Pereira, do IPÊ.

Para divulgar e oferecer o roteiro como uma opção para os turistas que visitarão Manaus durante a Copa do Mundo, o IPÊ e a ONG Nymuendaju, em parceria com as instituições membros do Fórum de turismo de base comunitária do baixo Rio Negro, realizaram uma expedição que contou com a presença de 46 pessoas no dia 30 de maio. Entre o grupo de visitantes, estiveram representantes da imprensa, de instituições gestoras de meio ambiente e turismo, além do Sindicato de Guias de Turismo do Amazonas, da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV-AM) e operadores de barcos de turismo.
Segundo Nailza Pereira, responsável pelo Projeto de Turismo com Base Comunitária do IPÊ, a realidade das comunidades tem mudado bastante com o trabalho desenvolvido pelo instituto. “Nós não implantamos o turismo aqui. Eles já praticavam a atividade, mas quando começamos a trabalhar vimos que existia uma necessidade de qualificação, por exemplo. Com o tempo fomos mostrando que a qualificação é  melhor alternativa para que o projeto dê certo”, contou.
Quem participou da atividade, como a presidente da ABAV-AM, Maria Helena Fônseca, se sentiu satisfeita com o que foi encontrado. Para ela, a melhoria nos serviços oferecidos pelas comunidades é o diferencial. “Nós vemos que houve um avanço e hoje, sinceramente, essa região tem potencial para muitas coisas e principalmente para o turismo”.
Para Mariel Helena, as comunidades ainda têm muito a melhorar, no entanto, o passo mais importante já foi dado, que é a vontade de cada morador da comunidade em crescer dentro do turismo de base comunitária. “Hoje nós vemos que as pessoas querem aprender como lidar com o turista, querem trabalhar nisso e isso era o que faltava”, pontuou.

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