sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Merendeiras da rede estadual aprendem a reaproveitar alimentos

 
Ascom/ADS
Merendeiras durante aula pratica
O governo do Estado do Amazonas por intermédio da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) em parceria com o programa SESI Cozinha Brasil e Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), concluem o curso de “Reaproveitamento de Alimentos” para manipuladores de alimentos (merendeiras), que participam do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (PREME). O curso conta com 120 merendeiras, divididas em duas turmas com 60 alunos cada. As aulas teóricas iniciaram na manhã do dia (21) e encerraram dia (22) com as aulas práticas, onde os alunos aprendem como reutilizar as sobras dos alimentos usados no cotidiano, levando em consideração os alimentos da região. A merendeira Jamily Batalha, 41 atua no ramo há oito anos e afirma que com o curso as crianças poderão ter pratos mais diversificados. “Aprendi a fazer suco de mandioca e bolinhos com talos de verduras, isso é excelente. Outro ponto importante que eu observei é que a partir de agora vou procurar ter mais atenção durante a manipulação dos alimentos”, afirmou.
Clemildes Oliveira de Souza, 45 também conta que sempre teve vontade de aprender variedades de pratos com comidas típicas. “O curso é maravilhoso e vale muito a pena fazer, pude adquirir novas experiências e ótimas receitas que implantarei na escola estadual que trabalho”, relatou.
Das 120 mulheres que estão participando da capacitação, dois homens que também trabalham como merendeiros estão realizando o curso, um deles é Cícero Martins Santos, 41 que atua no ramo há apenas três meses. “Apesar de estar na área a pouco tempo, já estou aprendendo cozinhar com propriedade, a partir deste curso terei mais cuidado com a manipulação de alimentos e mais conscientização, pois nada pode ser jogado no lixo”, concluiu.
As aulas aconteceram na Escola Estadual Ernesto Penafort, localizada na Rua Marginal, S/N, São José, zona Leste de Manaus, onde os participantes seguiram um cronograma de receitas estabelecidas pelas nutricionistas do Sesi.
A nutricionista da Cozinha Brasil SESI, Evely Medeiros dos Santos, explica que as merendeiras podem interagir e trocar experiências. “As alunas aprendem saborosas receitas com folhas, cascas, talos, sementes, tudo a base de ingredientes ricos em vitaminas, ferro, potássio e outros nutrientes que melhoram a qualidade nutricional do cardápio”, disse.
Ainda segundo a nutricionista, o aproveitamento integral dos alimentos pode ser realizado no dia-a-dia por qualquer pessoa, independentemente de sua classe social ou econômica. “Para adquirir hábitos saudáveis é necessário eliminar alguns preconceitos alimentares. As pessoas não levam em conta o valor nutricional de alguns alimentos e quase sempre descartam as partes com maior teor de nutrientes, como as cascas e folhas”, explica.
De acordo com a supervisora operacional da merenda escolar da ADS, Elke Gondim, o cardápio irá compor o lanche dos alunos das escolas estaduais que integram o PREME, com o objetivo de mostrar às merendeiras, mães de alunos e a comunidade em geral, que combater o desperdício pode começar de maneira bem simples. “É uma atitude que faz bem não somente ao meio ambiente e ao bolso, mas também à saúde das crianças”, afirma.
Essa é a terceira turma formada pelo projeto, ao final do curso, todos os participantes recebem certificado emitido pelo SESI, além de kits com livros de receitas que ensinam como utilizar integralmente os alimentos. Serão ministradas aulas para 840 manipuladores de alimentos, destes 280 já concluíram o curso e 120 estão finalizando.
Na próxima quinta-feira (23), mais uma turma com 60 merendeiras iniciará o curso, na mesma escola, para completar mais esta etapa de 120 profissionais formadas.
Incentivo
O projeto além de capacitar as merendeiras do Estado, contabilizam resultados positivos dos incentivos do Programa Amazonas Rural, lançado pelo governador Omar Aziz em julho deste ano, pois apoio à produção dos alimentos e faz com que os agricultores ampliem a produção e a renda na capital e no interior.
O pacote de medidas do “Amazonas Rural” tem o objetivo de tornar o Estado autossuficiente em alimentos e produtos agroflorestais. O investimento é da ordem de R$ 1 bilhão, sendo R$ 100 milhões por parte do governo estadual, R$ 200 milhões de parceiros públicos e R$ 700 milhões da iniciativa privada.

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