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Um projeto voltado à redução gradativa da emissão de gases
poluentes que causam o efeito estufa. Assim é o programa ABC, do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento
Agrário (MDA), que reuniu, na sede da Superintendência Federal de Agricultura do
Amazonas, na rua Maceió, todos os representantes de Comitês Gestores Estaduais,
do Ministério da Agricultura e Secretarias de Agricultura e Produção Rural, a
fim de avaliar a implantação do programa na região Norte.
O evento
também contou com a presença de entidades como o Sindicato e Organização das
Cooperativas do Estado do Amazonas, representado pelo seu presidente, Petrucio
Magalhães Junior e a Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea),
Muni Lourenço, que ratificaram o intercâmbio de informações e experiências como
solução como forma de promover o melhor desempenho dos estados dentro do
projeto.
Pela primeira vez, a região Norte recebe o encontro desse porte
e Manaus foi a primeira sede escolhida para reunir os agentes do processo.
Segundo o coordenador do evento e que apresentou o inventário de ações do
programa no Amazonas, Klerysson Santana, haverá um segundo encontro, agora na
esfera nacional em meados do segundo semestre.
“Embora o Amazonas tenha
sido o penúltimo a abraçar o projeto, podemos dizer que já há avanços
substanciais, mas os estados do Tocantins e o Pará estão mais avançados.
Tocantins porque foi o primeiro a adotar o projeto e o Pará, porque já havia se
sensibilizado com a ideia”, revelou.
Santana disse que, desde a
instituição do ABC, em 2010, pode-se levantar a existência de diversas
tecnologias, como o tratamento de dejetos, implantação de sistemas
agroflorestais, recuperação de áreas degradadas, todos passíveis de receber
incentivos por meio de crédito financeiro.
“É um ciclo que deve ser
seguido, como a regularização fundiária, a elaboração de um projeto e o
atendimento de alguns outros critérios. Alguns pontos como a questão fundiária
precisam ser melhores trabalhadas, para que possamos ter metas possíveis de
serem atingidas dentro do que os ministérios estabeleceram, mas, de qualquer
forma, há recursos pensados e disponibilizados para que o governo federal
ofereça a sua contrapartida”, lembrou.
A meta, segundo Santana, é que
haja a redução de 39% do percentual atual até o ano de 2020, esse foi um
compromisso ao qual o Brasil se comprometeu voluntariamente, durante a COOP 15,
realizada em Estocolmo. O percentual teria de ser aplicado à agricultura, mas
cada setor, o da indústria, por exemplo, também tem uma meta a ser alcançada.
Exemplo cooperativista na extração sustentável
Durante o evento,
Santana citou, que mesmo não fazendo parte do escopo do ABC, há experiências
muito bem sucedidas dentro do cooperativismo, como a de grupos organizados no
sul do Estado, mais especificamente em Boca do Acre, onde a exploração
extrativista do cacau selvagem atua conforme os estabelecimentos auto
sustentáveis.
“Quanto mais são mantidos sistemas agroflorestais, mais
rápido conseguiremos alcançar nosso objetivo e o nosso Estado tem esse perfil,
essa inclinação. O manejo agrícola, do solo nu, devastado, precisa dar lugar
técnicas modernas e pensadas para atender à necessidade de preservação em
detrimento do desenvolvimento”, frisou.
Programa em números
O
diretor nacional do Programa ABC, José Guilherme Leal, esteve presente ao
encontro e revelou que, durante a última safra, a iniciativa disponibilizou para
crédito junto aos bancos BASA e do BRASIL, cerca de 2,3 bilhões, dos quais foram
aproveitados na região Norte, R$ 160 milhões, através de 566 contratos.
Leal explicou que o crédito é reembolsável, com prazo de três a oito
anos para quitação e juros de 5% ao ano. “A ideia é que consigamos junto ao
Ministério da Fazenda, reduzir os juros. Essa definição, nós deveremos ter no
mais tardar, no início de junho, acompanhando o início da safra”, afirmou.
Fonte: Sistema OCB-Sescoop/AM -Texto: Carla Santos - Jornalista
Coopcom/AM- Foto: Priscilla Torres |
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