A subida do ritmo acelerado do rio Solimões pegou os produtores de juta e malva
de surpresa. No município de Manacapuru (localizado a 84 quilômetros de Manaus),
juticultores temem que produção seja de apenas 30% do montante previsto para
2012. Além da crise de ordem natural, a classe enfrenta uma concorrência
preocupante com o mercado indiano.
Segundo o presidente da FAEA (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas), Muni Lourenço, a estimativa de colheita expressa em relatório divulgado pela Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas) no final de 2011 era de 10 mil toneladas para este ano, apenas no interior do estado. No entanto, este número está longe de ser alcançado.
“ No primeiro trimestre, tanto a juta quanto a malva ainda estão verdes e não podem ser colhidas”, explica Lourenço, sobre o tempo necessário entre a plantação e a chegada das fibras naturais à indústria. Geralmente, o plantio é feito no mês de setembro e os produtores começam a colher entre o final de fevereiro – quando as cheias intensificaram- e início de junho. “ Desta vez, a água subiu muito rápido e não houve tempo para controlar a situação dramática”, lamenta.
Estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham sua renda familiar comprometida. Além da perda de matéria – prima, parte dos produtores tem dívidas com instituições financeiras (Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Afeam- Agência de Fomento do Amazonas), onde obtiveram financiamento.
Crise no setor
Além da crise devido aos fatores naturais, o presidente do Sindicato Rural de Manacapuru, Mario Jorge Bastos, levanta a questão econômica envolvendo a concorrência com o mercado da Índia, que conseguiu baratear seu produto em relação ao brasileiro. “ O produto vindo da Índia chega aqui por R$ 1,50 o quilo. A nossa produção local não sai por menos de R$ 2,50”, lamenta. Com isso, os sacos indianos são consumidos por mais de 60% do mercado nacional.
Com a diferença significativa no valor final da juta, a presidente da cooperativa de produtores de fibra natural da Amazônia, Eliana Medeiro, destaca que já são mais de seiscentas toneladas de juta estocadas no galpão da sede da cooperativa, que atualmente conta com 242 juticultores.
Reportagem: Emyle Araújo- Jornal do Comércio ( 1 e 2 de Maio de 2012)
Segundo o presidente da FAEA (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas), Muni Lourenço, a estimativa de colheita expressa em relatório divulgado pela Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas) no final de 2011 era de 10 mil toneladas para este ano, apenas no interior do estado. No entanto, este número está longe de ser alcançado.
“ No primeiro trimestre, tanto a juta quanto a malva ainda estão verdes e não podem ser colhidas”, explica Lourenço, sobre o tempo necessário entre a plantação e a chegada das fibras naturais à indústria. Geralmente, o plantio é feito no mês de setembro e os produtores começam a colher entre o final de fevereiro – quando as cheias intensificaram- e início de junho. “ Desta vez, a água subiu muito rápido e não houve tempo para controlar a situação dramática”, lamenta.
Estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham sua renda familiar comprometida. Além da perda de matéria – prima, parte dos produtores tem dívidas com instituições financeiras (Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Afeam- Agência de Fomento do Amazonas), onde obtiveram financiamento.
Crise no setor
Além da crise devido aos fatores naturais, o presidente do Sindicato Rural de Manacapuru, Mario Jorge Bastos, levanta a questão econômica envolvendo a concorrência com o mercado da Índia, que conseguiu baratear seu produto em relação ao brasileiro. “ O produto vindo da Índia chega aqui por R$ 1,50 o quilo. A nossa produção local não sai por menos de R$ 2,50”, lamenta. Com isso, os sacos indianos são consumidos por mais de 60% do mercado nacional.
Com a diferença significativa no valor final da juta, a presidente da cooperativa de produtores de fibra natural da Amazônia, Eliana Medeiro, destaca que já são mais de seiscentas toneladas de juta estocadas no galpão da sede da cooperativa, que atualmente conta com 242 juticultores.
Reportagem: Emyle Araújo- Jornal do Comércio ( 1 e 2 de Maio de 2012)

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