O Incra (Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária) vai trabalhar com uma nova mentalidade, titulando
os assentados da reforma agrária, ratificando os títulos das propriedades
localizadas nas faixas de fronteiras e regularizando os imóveis localizados às
margens das rodovias federais, além de simplificar os procedimentos de
certificação do georreferenciamento dos imóveis. Este pacote de soluções para o
setor foi negociado pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, com o ministro do Desenvolvimento Agrário
(MDA), Pepe Vargas, e o presidente do Incra, Carlos Guedes, durante reunião
histórica, na sede da entidade.
A presidente da CNA solicitou ao MDA e
ao Incra a “libertação” dos assentados da reforma agrária, com a titulação dos
lotes aos proprietários rurais e a consequente emancipação dos assentamentos.
Hoje, os assentamentos são criados, mas os produtores, sem o título de
propriedades das terras e sem renda para alcançar a sua sustentabilidade,
permanecem dependentes de políticas públicas. Para surpresa da CNA, o Incra
mostrou disposição de estabelecer maior celeridade ao processo de titulação dos
lotes dos assentados, aguardando apenas a solução judicial das áreas em litígio.
Quanto a regularização fundiária nas faixas de fronteira, o Incra vai
trabalhar com a CNA em busca de uma proposta legal para ratificar “de oficio” os
títulos expedidos pelos Estados em áreas de faixa de fronteira. Também ficou
acertado o estudo para a regularização fundiária das áreas de 100 quilômetros,
localizadas às margens das rodovias federais, na Amazônia Legal, consideradas
devolutas pelo então Decreto Lei 1164/71, da época da ditadura militar. Os
proprietários destas áreas não conseguem o reconhecimento de domínio definitivo
de suas posses, localizadas nos Estados da Amazônia Legal.
Por ação da
CNA, o Incra decidiu revisar os procedimentos de certificação do
georreferenciamento de imóveis rurais, desburocratizando o processo, por meio da
norma de execução 105/2012. Segundo relatou o presidente do Incra, a partir de
agora, para certificar o imóvel, não será mais necessário apresentar uma série
de documentos exigidos até então. Serão suficientes a poligonal e o memorial
descritivo do imóvel, desde que não haja sobreposição de áreas. Todo o processo
será automatizado.
Entre todas as boas notícias apresentadas pelo MDA e
Incra, na reunião com a presidente da CNA, chama a atenção o cancelamento das
vistorias realizadas nas áreas atingidas pela seca na região Nordeste e a
suspensão de novas vistorias até a normalização das condições climáticas. Nestas
vistorias, algumas superintendências do Incra estavam aferindo a produtividade
dos imóveis rurais (o Grau de Utilização da Terra – GUT e o Grau da Eficiência
da Exploração – GEE) em plena área considerada de calamidade pública pelo
próprio governo federal, o que carecia de total razoabilidade e até legalidade.
Quanto ao programa Terra Legal do Governo Federal, criado pela Lei
11.952/2009, oriunda da MP 458/2009, relatada pela senadora Kátia Abreu, o
ministro Pepe Vargas disse que vai acelerar a regularização fundiária das áreas
acima de quatro módulos até 15, revisando os atuais procedimentos.
A
senadora Kátia Abreu colocou à disposição do MDA a possibilidade de usar o banco
de dados da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), desenvolvida pela CNA e
MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), para automatizar o
processo de preenchimento da CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural),
feito hoje manualmente. Desta forma, a PGA não estará desenvolvendo um banco de
dados único somente para o rebanho bovino brasileiro, junto com o MAPA, mas
viabilizando, também, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), junto ao Ministério do
Meio Ambiente, e o CCIR, com o MDA.
Por fim, a presidente da CNA também
solicitou o apoio do ministério do Desenvolvimento Agrário junto à Secretária de
Defesa Sanitária do Ministério da Agricultura para flexibilizar as normas e
desburocratizar o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA),
facilitando o registro sanitário de produção artesanal aos pequenos produtores
rurais. Diante da complexidade das normas, apenas 25 produtores, em todo o
Brasil, conseguiram credenciar-se junto ao SUASA, desde a sua criação. Sem esse
credenciamento, os pequenos produtores ficam impossibilitados de vender seus
produtos artesanais, de maior valor agregado, e garantir renda para a atividade.
Também participaram da reunião o presidente da Comissão Nacional de
Assuntos Fundiários da CNA, Fábio Meirelles Filho, e o diretor de Ordenamento da
Estrutura Fundiária do Incra, Richard Torsiano, além da área técnica da CNA.
Fonte Original: 14/12/2012.
Caro, é Anderson, da assessoria de comunicação da Sepror. Peguei seu contato de telefone com a redação do Jornal do Commercio, mas não tive sucesso. Queria seu contato de e-mail pra enviar um convite do nosso almoço com a imprensa nessa quarta. Pode enviar para: anderson_hugo19@yahoo.com.br
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